O Som do Vinil, veiculado no Canal Brasil todas as sexta-feiras, às 21h30, mais do que focar em gravações de discos, revela um panorama da música brasileira além dos rótulos e do tempo. Em um dos episódios, o músico-pesquisador-apresentador Charles Gavin resgata a cena sonora que eclodia na capital pernanbucana em meados dos anos1980, culminando na obra Da Lama ao Caos, do inquieto Chico Science e Nação Zumbi, em 1994. Por meio de entrevistas e fatos da época, o episódio do programa reconstrói e contextualiza a trajetória de um dos grupos mais significativos que surgiu no país há duas décadas, independente da visão crítica de cada um.
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26 de jul. de 2011
A origem Da Lama ao Caos
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cantos e cantigas
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21 de jan. de 2011
Apertando o play do tape deck

Era o tempo das fitas cassetes personalizadas. Os encartes das caixinhas das TDK, Sony, Philips e as emboloradas Basf recebiam cargas de canetinhas coloridas para ilustrar nomes do artista e das músicas que compunham o álbum ou a coletânea. Muitas vezes, a arte acontecia paralelamente à gravação da K7.
Os CDs surgiam aos poucos, principalmente trazidos por conhecidos agilizados (ou conhecidos dos conhecidos), que voltavam de viagens internacionais. Enquanto isto, no Brasil, as indústrias fonográfica e de eletroeletrônicos compactuavam e colocavam em prática a diabólica missão de assassinar os LPs. Quase não havia computadores e celulares na praça. A internet então, nem se fala, estava muito distante da nossa realidade.
Nesta época, Aldo Manhães, amigo sempre antenado às novidades visuais e sonoras do mundo, jogou na mão a cópia do G. Love & Special Sauce, lançado pela Epic, em 1994. Os primeiros acordes de "The Things That I Used to Do" logo despertou aquela sensação gostosa de curiosidade, de buscar referências na memória auditiva.
A cada canção, o estilo folk, incrementado pela levada cadenciada do bandleader G. Love, ganhava nova roupagem. Mas sem perder sua origem, suas características. Riffs de guitarra, suingue de baixo, quebradeiras de bateria e solos de gaita vão costurando as linhas sônicas do disco homônimo. "Blues Music", "Garbage Man", "Baby´s Got Sauce", "Fat Man" e outras que ocupavam quase toda a Sony de 60 minutos faziam (e ainda fazem) a cabeça via walkman até esgotar-se a energia do par de pilhas AA.
Hoje o CD perdeu seu reinado para os arquivos em MP3. O vinil ressurge com certo ar cult e a preços nada convencionais. Porém, chegar em casa, pegar a caixa de fitas, separar a do G.Love & Special Sauce e rolar no tape deck é tão prazeroso quanto encontrar os verdadeiros e eternos amigos.
Hoje o CD perdeu seu reinado para os arquivos em MP3. O vinil ressurge com certo ar cult e a preços nada convencionais. Porém, chegar em casa, pegar a caixa de fitas, separar a do G.Love & Special Sauce e rolar no tape deck é tão prazeroso quanto encontrar os verdadeiros e eternos amigos.
Dedicado aos de longa data: Daniel “Piu”, irmãos Kirk (Pedro, Paulo, Roberto e Hélio), Cláudio “Para”, Luis Naka, irmãos Manhães (Aldo e Beto), Felipe “Pipo” e Gerson “Negão”, entre outros.
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cantos e cantigas
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