2 de mar. de 2011

O homem da gravata florida

Lá vem o homem da gravata florida
Meu deus do céu... que gravata mais linda
Que gravata sensacional
Olha os detalhes da gravata...
Que combinação de cores
Que perfeição tropical
Olha que rosa linda
Azul turquesa se desfolhando
Sob os singelos cravos
E as margaridas, margaridas
De amores com jasmim
Isso não é só uma gravata
Essa gravata é o relatório
De harmonia de coisas belas
É um jardim suspenso
Dependurado no pescoço
De um homem simpático e feliz
Feliz, feliz porque... com aquela gravata
Qualquer homem feio, qualquer homem feio
Vira príncipe, simpático, simpático, simpático
Porque... com aquela gravata
Ele é esperado e bem chegado
É adorado em qualquer lugar
Por onde ele passa nascem flores e amores
Com uma gravata florida singela
Como essa, linda de viver
Até eu, até eu, até eu, até eu, até eu,...

(Jorge Ben)

25 de fev. de 2011

Sons eternos dos que não se calam

O mundo, especificamente, o Oriente Médio, vive um momento de fervura. A população, cansada da opressão imposta por regimes imperialistas, está saindo às ruas e lutando pela liberdade e pelos seus direitos de cidadão. Em homenagem às manisfatações populares, de dar inveja ao Brasil da tolerância aguçada, o Cantos e Cantigas apresenta o videoclipe de um personagem que usou a música para clamar por justiça e igualdade pelos palcos onde se apresentou. "Get Up Stand Up", na voz de Bob Marley e The Wailers durante o concerto em Dortmund, na Alemanha, no fim dos anos 1970.

24 de fev. de 2011

O suingue atemporal de Sharon Jones & The Dap-Kings

A desenvoltura e a malemolência da soul music de primeira linha são forças que rompem as geografias e períodos para atingir os ouvidos e mover os quadris da rapaziada nos bailes, clubes e casas de espetáculos mundo afora. Influeciado por este gênero, somado ao goslpel e ao funk, Sharon Jones & The Dap-Kings é um dos nomes mais relevantes da atualidade. O som desta banda originária do Brooklyn, Nova Iorque, é repleto de suingue e de nuances que nortearam a música norte-americana nos anos 1970.

Há quase uma década juntos, os integrantes da The Dap-Kings emanam bases instrumentais estilosas e temperadas de surpresas, como ataques de metais ou breaks muito bem pontuados. Quando surge a voz de Sharon Jones, a musicalidade adentra um universo à parte, pois todos os espaços em branco da trilha tornam-se coloridos. A sua interpretação é recheada de sentimento e originalidade, digna de respeito à diva do soul, mas sem compará-la ou classificá-la como a nova fulana, beltrana ou sicrana.

O primeiro álbum, Dap Dippin', lançado em 2002, dá início à parceira com a Daptones, selo independente que lapida suas jóias em vinil. Em 2005, gravaram Naturally, em 2007, 100 Days, 100 Nights e, no ano passado, I Learned the Hard Away. Todos os LPs (como é emocionante citar "LP") apresentam produções impecáveis e músicas de levantar o astral, sacudindo a poeira, até mesmo aquela sobre o velho toca-discos.

Mas o melhor (espero), é o anúncio da apresentação da SJTDK no BMW Jazz Festival, a ser realizado no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, entre os dias 10 e 12 de junho. O evento jazzístico ainda trará Wayne Shorter, figura que, em breve, será ilustrada  num post exclusivo aqui no humilde Cantos e Cantigas.

Enquanto espera-se o mês de junho, uma boa dose de Sharon Jones & The Dap-Kings cai muito bem.

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