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13 de mai. de 2014

O clássico The Specials

A influência do rocksteady e punk deu origem ao british ska, no fim da década de 1970. Um dos nomes mais respeitados desta mistura sônica é o The Specials  que, neste videoclipe, manda a suingada "Gangsters", primeiro single da banda.  Do ponto de vista social, o septeto fazia parte do selo 2 Tones, focado em bandas multirraciais. Desta cena surgiu o potente UB40.

24 de set. de 2013

Dedicado a Prince Far I

O post dessa semana é uma homenagem simples, mas honesta, a um dos nomes mais cabulosos dos sons vindos da ilha jamaicana. Estamos falando de Prince Far I, que deixou este plano terrreno em 15 de setembro de 1983. Conhecido como "the voice of thunder", o músico trilhou sua carreira sobre as bases malemolentes do reggae e do dub, lançando pedradas com mensagens rastafáris e positivas. Claro que as questões sociais e raciais também ganharam força em seu microfone, sempre com o estilo da fala cantada, característica predominante entre os mais cultuados MC's do gênero. Abaixo, segue a sessão de Prince Far I & Creation Rebel, na gravação do John Peel Show, da rádio BBC, em 4 de julho de 1978.

Lista de sons do vídeo:
1. Spoken Introduction
2. Black Man's Land 
3. No More War 
4. The Dream 
5. Foggy Road 
6. Front Line 

Clique aqui para conferir mais sobre Prince Far I.

5 de jun. de 2013

Oh Marcus

Direto da malemolente Jamaica, Leroy Smart chega com este som hipnótico e contagiante. "Oh Marcus" faz parte do disco Ballistic Affair, de 1977, e contou com a participação da dupla Sly & Roobie, que sustenta a cozinha rítmica desta obra sonora. A versão abaixo ainda nos presenteia com a versão dub, nos levando às dimensões mais profundas do legado deixado pelo mestre King Tubby.

10 de mar. de 2013

Malemolência politizada

Vestido com o figurino da capa de "Assassinator" (1983), Eek-A-Mouse sobe ao palco para evocar uma das letras mais cabulosas contra o racismo. Intitulada categoricamente como "Hitler", a canção, presente no álbum The Mouse and The Man (1983), retrata a principal característica perversiva de um dos ditadores mais sinistros da era moderna. Apesar de o nome do líder da raça ariana fazer a gente arrepiar, tem muito político por aí, inclusive no nosso país, que até hoje defende princípios moralistas retrógrados e ultrapassados, fortalecidos por discursos altamente  preconceituosos e excludentes para as classes menos favorecidas. Mesmo com o clima pesado das rimas, o cantor jamaicano mantém a levada malemolente de sempre, nos fazendo refletir e, ao mesmo tempo, chacoalhar os quadris.


para lançar a pedrada Hitler,

24 de fev. de 2012

Pura malemolência

No estilo inconfundível e acompanhado pela lendária banda Roots Radics, Gregory Isaacs subiu ao palco do Reggae Sunsplash, na ilha jamaicana, em1983. Em meio às pedradas sônicas, o figura emana a contagiante "Night Nurse". Respeitado até mesmo pelos rockers, Lonely Lover transcende o seu suingue sonoro e plástico sobre as bases do reggae. Uma das raras apresentaçãos de Isaacs com os dreadlooks à mostra.

17 de out. de 2011

O hipnotizante voz de Michael Rose ecoa em solo brasileiro

A partir da metade dos anos 1970, em meio à ploriferação do reggae pelo mundo, o Black Uhuru, nascido em 1972,  foi um dos nomes mais expressivos de todos os tempos. Trazendo uma nova roupagem à malemolência jamaicana, sem perder as raízes, a banda emanou pedradas sônicas que conquistaram os ouvidos de gente em diferentes cantos do mundo. Entre os emcees emblemáticos do BU, Michael Rose, com seu estilo de brincar com a voz, eternizou músicas como "General Penitentiary", "Shine Eye Gal", "Sinsemilla" e "Guess Who´s Coming to Dinner", entre outras. E agora em outubro, MR aterrissa no Brasil para apresentações memoráveis. Dia 22 ele soube ao palco do Polo Cultural, na zona leste paulistana acompanhado de sua banda.

"General Dubplate", pela voz ainda hipnótica de Michael Rose

2 de ago. de 2011

Tiken, Tiken, Tiken!

Dias atrás, aqui no Cantos e Cantigas, foi inserido um post sobre o nosso encontro inédito com o som de Tiken Jah Fakoly. Vasculhando o world wide web, encontramos uma apresentação enérgica e na integra de TJF que rolou na capital francesa, em 2008. Com duração de uma hora e trinta e nove minutos, o vídeo também vale pela qualidade de som e imagem, mas, principalmente, pela positividade emanada pelo conterrâneo de Alpha Blondy.

22 de jul. de 2011

Numa tarde, fomos apresentados ao Tiken Jah Fakoly

Num fim de tarde espetacular, em pleno mês de junho de 2005, o campo de futebol do Sesc Interlagos, localizado na zona sul da capital paulista, se transformou para receber o concerto de artistas brasileiros e franceses. Era uma homenagem ao ano do Brasil na França. Na programação, entre os nomes conhecidos do público como Firebug e Manu Chao, aparecia o do Tiken Jah Fakoly, até então inédito por aqui.

Quando chega o momento da apresentação de TJF, surge uma banda de reggae completa no palco e, de repente, entra uma figura com seus dreadlocks ao vento pulando de lá pra cá e de cá pra lá. De vocal marcante e sotaque peculiar, proporcionado pela origem africana em um país colonizado pelos franceses, o som torna-se rapidamente amistoso aos ouvidos presentes. Música por música, os pés e quadris da plateia são contagiados pela malemolência disparada pelas caixas acústicas. As crianças e os menos preocupados com o comentário alheio se deixam  levar pela dança e pela sagrada luz do astro rei se pondo no horizonte.

Sobre os aplausos e a participação do público, Tiken Jah Fakoly ecoa "Tonton d America" durante um concerto na capital francesa, em 2008.

10 de mai. de 2011

O legado do fantasma da liberdade está entre nós.

Quebrar as correntes e lutar pela igualdade e pelos direitos civis dos negros foram algumas das lutas travadas por Marcus Garvey, em meados do século XIX. De nacionalidade jamaicana, Garvey foi um líder político que atuava como advogado do nacionalismo negro e, vivendo em Nova Iorque, desde 1916, fundou a Associação Universal para o Negro Progredir, movimento separatista com grande força nos Estados Unidos da América.



Devido ao ativismo convicto contra as injustiças raciais, seu nome se espalhou pelo Caribe. Assim, Garvey tornou-se um personagem mitológico e profético aos olhos dos simpatizantes, seguidores e proclamadores da cultura Rastafari. O símbolo da esperança para uma sociedade mais igualitária e humana. Sua presença mística transcendeu o tempo, passando a influenciar a comunidade do reggae mais engajada aos ritos de Jah e às questões sociais. Dentre os músicos dreadlocks, Winston Rodney, conhecido por Burning Spear, ecoa, constantemente, o espírito de Garvey em suas canções.

No disco duplo 100th Anniversary: Marcus Garvey + Garvey´s Ghost, lançado em 1990, em comemoração ao centenário do nascimento de Marcus Garvey, Spear presenteou o mundo com uma das obras mais impressionantes das raízes do reggae. O trabalho traz, entre outras preciosidades, o álbum de estreia do cantor, compositor e percussionista em versões dub. "The Ghost", "I and I Survive" e "Black Wadada" são entoadas em distorções instrumentais de pura sensibilidade.

O pleno equilíbrio entre harmonia e ritmo mostra que Spear escolheu a dedo quem seriam os companheiros para enviar suas mensagens políticas e religiosas. Herman Marquis foi o responsável pelo sax alto e Dirty Harry Hall pelo sax tenor. Carlton e Sam Samuels se dividiram na flauta. Bobby Ellis deu o tom estridente com seu trompete. Vin Gordon completou o naipe de metais ao emanar seu trombone. Robbie Shakespeare e Aston Barrett se revezaram nas linhas hipnóticas de baixo. Earl “Chinna” Smith e Tony Chin assumiram as guitarras. No teclado, no órgão ou no piano, Tyrone Organ D Downie deu seu toque mágico. E claro! Não poderia faltar a figura malemolente de Leroy Horsemouth na bateria.

Será que Garvey, de onde estiver, predestinou o brilho dessa pérola após um século? Ouçam, dancem e reflitam. Quem presenciou Winston Rodney durante sua apresentação em São Paulo, em 2006, sabe bem o que se passa.

25 de fev. de 2011

Sons eternos dos que não se calam

O mundo, especificamente, o Oriente Médio, vive um momento de fervura. A população, cansada da opressão imposta por regimes imperialistas, está saindo às ruas e lutando pela liberdade e pelos seus direitos de cidadão. Em homenagem às manisfatações populares, de dar inveja ao Brasil da tolerância aguçada, o Cantos e Cantigas apresenta o videoclipe de um personagem que usou a música para clamar por justiça e igualdade pelos palcos onde se apresentou. "Get Up Stand Up", na voz de Bob Marley e The Wailers durante o concerto em Dortmund, na Alemanha, no fim dos anos 1970.

18 de nov. de 2010

Do dub ao rap na bagagem sonora

Há uns dois anos, ao assistir o documentário Dub Echos, um dos entrevistados declara que, atualmente, as produções sonoras mais relevantes de origem jamaicana acontecem em outra ilha, a Inglaterra, gepeesse falando, em Londres. De certa forma, é uma infelicidade tamanha, diriam os puritanos. Por outro lado, os ritmos dubianos, ao ganharem o visto inglês, se esplalharam pelo mundo e se distanciaram do caráter datado dos anos de 1970, influenciado e possibilitando novos caminhos polifônicos.

Na onda musical malemolente da geração 3.0, o multifacetado Wayne Lotek apresenta um trabalho de respeito. Parceiro de longa época de Roots Manuva, este filho de mãe jamaicana e pai "lórdico" (mesmo caso de Bob Marley e tantos outros) passeia do reggae ao rap de maneira harmônica e positiva.

Para viajar nesta mochila sonora, confira o youtube-video de "The Rudest Dude", em que Lotek apropria-se da canção original  "In a Dancing Mood" e, transvestido de Delroy Wilson, faz homenagem aos lendários MC Delroy Wilson e produtores Bunny Lee e Prince Jammy. Já em "Control Alt Del", o figura, que hoje vive na Austrália, mostra sua criatividade pelas levadas da rima.
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