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28 de ago. de 2013

Inverno quente inverno

O Haikaiss, grupo de rap que tem representado com um som pesado e letras criativas, chega nesta pancada sônica, tendo a participação ainda mais cabulosa do Sombra no mic. A base ficou por conta do Pacheco e o mix foi assinado por Spivc.


22 de jul. de 2011

Numa tarde, fomos apresentados ao Tiken Jah Fakoly

Num fim de tarde espetacular, em pleno mês de junho de 2005, o campo de futebol do Sesc Interlagos, localizado na zona sul da capital paulista, se transformou para receber o concerto de artistas brasileiros e franceses. Era uma homenagem ao ano do Brasil na França. Na programação, entre os nomes conhecidos do público como Firebug e Manu Chao, aparecia o do Tiken Jah Fakoly, até então inédito por aqui.

Quando chega o momento da apresentação de TJF, surge uma banda de reggae completa no palco e, de repente, entra uma figura com seus dreadlocks ao vento pulando de lá pra cá e de cá pra lá. De vocal marcante e sotaque peculiar, proporcionado pela origem africana em um país colonizado pelos franceses, o som torna-se rapidamente amistoso aos ouvidos presentes. Música por música, os pés e quadris da plateia são contagiados pela malemolência disparada pelas caixas acústicas. As crianças e os menos preocupados com o comentário alheio se deixam  levar pela dança e pela sagrada luz do astro rei se pondo no horizonte.

Sobre os aplausos e a participação do público, Tiken Jah Fakoly ecoa "Tonton d America" durante um concerto na capital francesa, em 2008.

30 de jun. de 2011

Assim começa nossa manhã

Lá vem o Parteum e as suas texturas sonoras para deixar nossos dias sem aquela exata formatação. É apertar o "Toque" e seguir em frente.

Cortexiphan #08 by Parteum

2 de mar. de 2011

Canta Brasil

Peteleco do Violão pode não ter o jeito estiloso de um João Bosco ou o talento poético de um Chico Buarque. Mas o figura sabe decor e salteado o que acontece no palco de falcatruas e roubalheiras chamado Brasil. Fala sério!

O homem da gravata florida

Lá vem o homem da gravata florida
Meu deus do céu... que gravata mais linda
Que gravata sensacional
Olha os detalhes da gravata...
Que combinação de cores
Que perfeição tropical
Olha que rosa linda
Azul turquesa se desfolhando
Sob os singelos cravos
E as margaridas, margaridas
De amores com jasmim
Isso não é só uma gravata
Essa gravata é o relatório
De harmonia de coisas belas
É um jardim suspenso
Dependurado no pescoço
De um homem simpático e feliz
Feliz, feliz porque... com aquela gravata
Qualquer homem feio, qualquer homem feio
Vira príncipe, simpático, simpático, simpático
Porque... com aquela gravata
Ele é esperado e bem chegado
É adorado em qualquer lugar
Por onde ele passa nascem flores e amores
Com uma gravata florida singela
Como essa, linda de viver
Até eu, até eu, até eu, até eu, até eu,...

(Jorge Ben)

7 de fev. de 2011

Escola da insatisfação

I Hate School,
demo do Suicide Squad. 1979
Na última sexta-feira, quatro de fevereiro, um dos editoriais publicados no diário O Estado de São Paulo abordava a problemática do ensino público brasileiro. Entre números e estatísticas, o texto relatava a falta de interesse das pessoas pela profissão de professor, em especial  o do magistério. Situação alarmante que, infelizmente, fica em segundo plano nas câmaras, planaltos, assembléias e gabinetes deste país cuja educação resume-se à alfabetização funcional e não à cidadania fundamental.

O texto ficou rondando a mente durante o dia, enquanto ouvia a programação da rádio digital Devil´s Nigh, disponível no iTunes. Foi então, em meio ao calor babilônico da capital paulista, que eclode da emissora online "I Hate School", do Suicide Squad, banda punk surgida na Austrália, em 1978. A música, fiel ao estilo originário dos guetos ingleses, traz a força dos três acordes somada ao vocal agudo a descascar o abacaxi sobre o sistema educacional do país também colonizado. Porém, civilizado, no sentido coletivo da palavra.

Se a educação numa nação organizada, que planeja suas iniciativas em prol social, já gera insatisfação de jovens rebentos, mesmo em outros tempos, imagina em nosso querido Brasil, onde a licenciatura pública figura entre as profissões mais desvalorizadas e, consequentemente, menos procuradas para se atuar?

12 de jan. de 2011

Ensaio de carnaval


Nos tempos em que o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro é fatiado como abacaxi em cotas de patrocínio pela patota do baiano todo-poderoso, vale resgatar um punhado da magia que foi o carnaval de outrem.

Em setembro de 1991, a Velha Guarda da Portela desfilava seu repertório rítmico e poético no programa Ensaio, da TV Cultura. Monarco, Argemiro, Dona Doca  e cia. fizeram uma roda de batucada a encher os olhos, os ouvidos e a alma de quem aprecia a música popular brasileira oriunda dos morros cariocas.

10 de jan. de 2011

Tardezinha na vila


Quando e onde a vida tem história - SP 2010

Um tom, um punhado de canto

mãos acertam couro de tambores

passos marcados arranham a terra batida

poeira que tempera a garganta.


Ecoam as palmas em ritmo

criançada brinca a ciranda.

(Rodrigo Ventura)








Texto publicado originalmente no http://amargem.blog.terra.com.br/


7 de jan. de 2011

O Grito


Capa remete aos fanzines fotocopiados ou mimiografados, comum à época.
Capa remete aos fanzines fotocopiados
ou mimiografados, comuns à época.
Início de mil novecentos e oitenta. O Brasil acaba de sair de uma ditadura militar que, definitivamente faliu, o Estado e suas instituições. Com a ruína das patentes (em termos), se desmascarava uma realidade latente, principalmente nos grandes centros urbanos. Enquanto acontecia o fortalecimento e a politização dos sindicatos, jovens das classes menos favorecidas juntaram-se para protestar contra a falta de expectativa e a alienação social.  

Influenciados pelo movimento punk inglês, grupos musicais começaram a aflorar em terra brasilis. Basicamente, o discurso afiado era somado à guitarra e ao baixo tocados de forma distorcida, além de uma bateria de pegada acelerada. Um dos primeiros e mais importantes registros dessa ruptura sonora é o LP Grito Suburbano,
lançado pelo selo Punk Rock Discos, em mil novecentos e oitenta e dois. O álbum apresenta três referências para quem acredita que a música também é um importante meio de informação, como o cinema e a literatura, entre outras expressões artísticas.

Olho Seco, Cólera e Inocentes intercalam-se nas vinte e sete faixas. Todas, sem exceção, transmitindo atitude - não confunda com essa que dita a moda e o comportamento da classe média. Em cada música, a parte instrumental funciona como um estopim contínuo para receber as frases curtas e diretas, sem papas na língua e sem a frescura do tal academicismo esquerdista.


Não há como escolher os destaques do álbum, pois o nível das três bandas paulistas em ação, tanto no estúdio como no palco, impressiona. “Sinto” (Olho Seco), “Gritar” (Cólera) e “Miséria e Fome” (Inocentes), por exemplo, soam como um soco na boca (no bom sentido) dos que se enveredam no sistema capitalista.

Passaram-se quase três décadas. A sonoridade punk perde sua força. O nosso extenso país se mantém afundado nas injustiças sociais, mesmo com os tais sindicalistas tornando-se políticos, galgando cargos públicos de alto escalão, inclusive a Presidência da República.

O cabelo moicano passa a ser a coroa das celebridades. Porém, o conteúdo gerado pelos grupos contemporâneos ao lançamento de Grito Suburbano continua a alimentar as mentes pensantes mundo afora.


Publicado originalmente no http://amargem.blog.terra.com.br/

5 de nov. de 2010

Nublue Light


Um noite transformada por sons e luzes.
Sesc Pompéia - 29.10
   
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