O instrumental grupo El Michel Affair chega com a releitura da clássica "Hung Up on My Baby", de Isaac Hayes. Além de manter o suingue atemporal oriundo dos anos 1970, a versão traz novos ingredientes sonoros. Vale uma nota para o vídeo que relata a história de uma japonesa encontrada em um lago pelos conterrâneos. No melhor clima de suspense nipônico, a suposta humana começa a ter atitudes estranhas.
21 de out. de 2011
Na trilha de Isaac Hayes
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17 de out. de 2011
O hipnotizante voz de Michael Rose ecoa em solo brasileiro
A partir da metade dos anos 1970, em meio à ploriferação do reggae pelo mundo, o Black Uhuru, nascido em 1972, foi um dos nomes mais expressivos de todos os tempos. Trazendo uma nova roupagem à malemolência jamaicana, sem perder as raízes, a banda emanou pedradas sônicas que conquistaram os ouvidos de gente em diferentes cantos do mundo. Entre os emcees emblemáticos do BU, Michael Rose, com seu estilo de brincar com a voz, eternizou músicas como "General Penitentiary", "Shine Eye Gal", "Sinsemilla" e "Guess Who´s Coming to Dinner", entre outras. E agora em outubro, MR aterrissa no Brasil para apresentações memoráveis. Dia 22 ele soube ao palco do Polo Cultural, na zona leste paulistana acompanhado de sua banda.
"General Dubplate", pela voz ainda hipnótica de Michael Rose
"General Dubplate", pela voz ainda hipnótica de Michael Rose
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13 de set. de 2011
Escondido entre as ondas do rádio, o jazz
O jazz, ícone da cultura norte-americana surgido há mais de um século e que se adequou às mais variadas geografias musicais, parece não ter encontrado seu espaço na mídia tupiniquim, em especial nas rádios (pelo menos nas últimas três décadas). No fim dos anos 1980, havia o programa Jô Soares Jam Session, na Eldorado AM, trazendo uma repleta lista de blues e jazz na qual alimentava significadamente o nosso conhecimento auditivo. O televisivo Jô Soares emanava sua discografia de maneira contemplativa que recheavam as virgens ou desgastadas fitas cassetes de muita gente.
Passaram-se os anos. Os vinis foram assassinados pelos empresários da fonografia. Com esse crime capital e as raras apresentações em palcos brasileiros, os tons jazzísticos limitavam-se aos CDs em gravações nebulosas de catálogos de gravadoras sem procedências, os títulos originais que chegavam pelas mãos de amigos ou a preços exorbitantes aplicados pelas megalojas do ramo. A seguir, devido à popularização da internet, o improviso e as nuances do som eternizado por Thelonious Monk, Charles Parker, Miles Davis, Arturo Sandoval, Paulo Moura, Airto Moreira e muitos outros pôde ser baixado mundo afora.
Em relação ao dial, ainda existe uma lasca de esperança: o Cultura Jazz, da Cultura FM, que começa pontualmente à meia-noite todo santo dia. Ao sintonizar a FM 103.3, na hora e local marcados, os timbres, acordes, conversas e variações dos instrumentistas de diferentes nacionalidades e gerações transformam o início das nossas madrugadas em momentos de pura satisfação sônica. Enquando aguarda-se o novo programa começar, ouvimos a versão ao vivo de "Blue Monk", de Dexter Gordon.
Passaram-se os anos. Os vinis foram assassinados pelos empresários da fonografia. Com esse crime capital e as raras apresentações em palcos brasileiros, os tons jazzísticos limitavam-se aos CDs em gravações nebulosas de catálogos de gravadoras sem procedências, os títulos originais que chegavam pelas mãos de amigos ou a preços exorbitantes aplicados pelas megalojas do ramo. A seguir, devido à popularização da internet, o improviso e as nuances do som eternizado por Thelonious Monk, Charles Parker, Miles Davis, Arturo Sandoval, Paulo Moura, Airto Moreira e muitos outros pôde ser baixado mundo afora.
Em relação ao dial, ainda existe uma lasca de esperança: o Cultura Jazz, da Cultura FM, que começa pontualmente à meia-noite todo santo dia. Ao sintonizar a FM 103.3, na hora e local marcados, os timbres, acordes, conversas e variações dos instrumentistas de diferentes nacionalidades e gerações transformam o início das nossas madrugadas em momentos de pura satisfação sônica. Enquando aguarda-se o novo programa começar, ouvimos a versão ao vivo de "Blue Monk", de Dexter Gordon.
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