Mostrando postagens com marcador jazz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jazz. Mostrar todas as postagens

12 de ago. de 2014

Funk com sotaque britânico

Sempre a garimpar as sonoridades mundo afora, o Cantos e Cantigas captou ondas funkeadas intensas que vinham de um lugar, aparentemente, distante das regiões de onde surgem os grooves mais respeitados do mundo e de todos os tempos. Assim, chegamos ao Ian Carr's Nucleus, projeto deste músico escocês radicado na terra da rainha. Fazendo uma mistura encorpada de jazz e rock, desde o início da década de 1970, o trabalho rendeu obras surpreendentes dentro da cena fusion, mas longe de classificações precipitadas.

Entre as pérolas desta iniciativa, está o álbum Roots, de 1973, lançado pelo selo Vertigo. Abaixo, compartilhamos "Capricorn", a segunda faixa do lado B do disco, que traz um diálogo impressionante entre o trompetista Ian Carr e o saxofonista Brian Smith, sem falar da presença marcante da cozinha hipnótica emanada por Roger Sutton (baixo) e Clive Thacker (bateria). Interessante como a canção vai ganhando forma até preencher todos os espaços sônicos possíveis. Para surpresa de muitos conterrâneos, o brasileiro Aureo de Souza garante aquela malemolência tropical ao usar os elementos percussivos no momento certo.

P.S.: desculpe-nos pelos pulos no meio da faixa.


4 de ago. de 2014

Dualidade sonora

Em setembro de 2004, junto com a chegada da primavera, a capital paulista foi iluminada por este encontro entre o gambiano Foday Musa Suso e o norte-americano Jack DeJohnette. A soma dos sons vindos do kora, instrumento criado a partir da harpa, e da bateria nos faz viajar pelo mundo de forma imaginária sem precisar saber qualquer idioma, transcendendo qualquer fronteira ou limite imposto pelo homem. Mais um exemplo de como a música gera uma força agregadora incalculável, que dispensa as formalidades, acordos diplomáticos ou interpretes. O Cantos e Cantigas compartilha parte dessa geografia sonora neste vídeo captado pela TV Cultura.

24 de abr. de 2014

City Living

Os sete instrumentistas de sopro e um baterista canalizam a força motriz do Hypnotic Brass Ensemble, de Chicago, EUA, que apresenta uma sonoridade jazzística de primeira grandeza, mas longe de imitar os standards do gênero. Sempre com uma linguagem urbana, originária das influências do funk, soul e hip-hop, o HBE acaba de compartilhar o videoclipe de “City Living”, faixa integrante do disco Fly: Customs  Prelude

18 de mar. de 2014

Direto do Texas

Erykah Badu manda a estonteante "The Healer" durante apresentação em Austin, no estado texano. A artista brinca com a voz e a rima sobre a base jazzística temperada  de schratches, promovendo uma jam session expontânea.

 

14 de nov. de 2013

As duas décadas do AD

Nome respeitado desde o início da fusão autêntica do jazz e do rap, o Arrested Development trilhou um caminho muito próprio e sustentável. Longe dos holofotes mídiaticos e da popularização do gangsta rap, o clã de Atlanta, costa leste estadunidense, manteve seu foco na musicalidade de primeiríssima qualidade, incluindo banda e DJ. As letras poderosas, sejam pelas mensagens positivas ou questões sociais e raciais, também são marcas registradas do AD. Em 2013, "Tenneesse", canção emblemática e contagiante que levou a sonoridade de Speach Hoopla e seus chegados a outros cantos (inclusive o nosso), ultrapassa a casa dos 20 anos, desde o seu lançamento. Por isto, o Cantos e Cantigas celebra o momento e compartilha o videoclipe oficial da época, apesar de ser totalmente atemporal.

Obrigado e parabéns aos integrantes do Arrested Development pela possibilidade de ouvir e aprender sempre e por estarem na ativa até hoje.


17 de jul. de 2013

17 de julho de jazz

Vivendo o jazz na sua plenitude, Billie Holiday e John Coltrane levaram a música para um patamar até então desconhecido na atmosfera da percepção humana. A capacidade destes dois artistas em interpretar notas, melodias e timbres de formas únicas, carregadas de sentimentos, sempre provocou emoções distintas aos ouvidos menos superficiais. Cada um com sua qualidade, ambos deixaram este plano terreno no mesmo dia e mês, mas em anos diferentes. Apesar da parte física não existir mais, o espírito sonoro de Billie Holiday e John Coltrane continuará iluminando nosso corpo e nossa alma.


14 de set. de 2012

Combinação rítmica

Sintonia dos músicos Alex Sowinski e Chester Hansen, do trio canadense Bad Bad Not Good (e que o Cantos e Cantigas acaba de conhecer), com  o rapper e produtor norte-americano Tyler, "The Creator". O hip hop instrumental emanado durante o encontro realizado em maio de dois mil e onze transmite uma energia contemplativa e harmônica. Com o título de "Fish", a peça sônica fisga os ouvidos menos acomodados mundo afora.

Agradecimento ao casal Daniel e Juliana que compartilhou as pérolas instrumentais do BBNG.


24 de nov. de 2011

Numa ilha inglesa, num dia de 1970

Durante o festival realizado na Ilha Wight, em 1970, Miles Davis e seu conjunto realizaram uma apresentação impresionante e eterna. Para finalizar as linhas sônicas emanadas neste concerto, "Spanish Key", do álbum Bitches Brew, soa como um mantra multifônico liderado pelo trompete. Entre as particularidades deste som hipnótico, Airto Moreira representa ao dominar seu pandeiro que dialóga com os demais instrumentistas no palco com Miles. Chick Corea, Dave Holland, Gary Bartz, Jack Dejohnette e Keith Jarrett  completam o tripulação sonora.

13 de set. de 2011

Escondido entre as ondas do rádio, o jazz

O jazz, ícone da cultura norte-americana surgido há mais de um século e que se adequou às mais variadas geografias musicais, parece não ter encontrado seu espaço na mídia tupiniquim, em especial nas rádios (pelo menos nas últimas três décadas). No fim dos anos 1980, havia o programa Jô Soares Jam Session, na Eldorado AM, trazendo uma repleta lista de blues e jazz na qual alimentava significadamente o nosso conhecimento auditivo. O televisivo Jô Soares emanava  sua discografia de maneira contemplativa que recheavam as virgens ou desgastadas fitas cassetes de muita gente.

Passaram-se os anos. Os vinis foram assassinados pelos empresários da fonografia. Com esse crime capital e as raras apresentações em palcos brasileiros, os tons jazzísticos limitavam-se aos CDs em  gravações nebulosas de catálogos de gravadoras sem procedências, os títulos originais que chegavam pelas mãos de amigos ou a preços exorbitantes aplicados pelas megalojas do ramo. A seguir, devido à popularização da internet, o improviso e as nuances do som eternizado por Thelonious Monk, Charles Parker, Miles Davis, Arturo Sandoval, Paulo Moura, Airto Moreira e muitos outros pôde ser baixado mundo afora.

Em relação ao dial, ainda existe uma lasca de esperança: o Cultura Jazz, da Cultura FM, que começa pontualmente à meia-noite todo santo dia. Ao sintonizar a FM 103.3, na hora e local marcados, os timbres, acordes, conversas e variações dos instrumentistas de diferentes nacionalidades e gerações transformam o início das nossas madrugadas em momentos de pura satisfação sônica. Enquando aguarda-se o novo programa começar, ouvimos a versão ao vivo de "Blue Monk", de Dexter Gordon.

17 de ago. de 2011

Um bom papo sônico

Em agosto de 2010, o Brasil foi abençoado pela apresentação de Pharoah Sanders, saxofonista tenor estadunidense que cruzou as mais diferentes linhagens do jazz, blues e afro beat. O lendário músico de setenta anos trouxe sua bagagem sônica e espirituosa ao palco do SESC Pinheiros, na capital paulista, e contou com a participação dos conterrâneos Matt Lux, no baixo, Chad Taylor, na bateria, e Rob Mazurek, no trompete e corneta. Para enriquecer a prosa sonora, os brasileiros Maurício Takara e Guilherme Granado se somaram à turma do mestre Sanders.



Vídeo produzido pela Fuego Digital

4 de mai. de 2011

Tributo ao Guru


Lançado em 1993, este disco abriu novos
caminhos sônicos para o hip-hop.
No dia 19 de abril de 2011, o mundo sonoro lembrou a morte de um dos emcees mais importantes da cena hip hop, Guru Jazzmatazz ou Gang Starr. A data de um ano sem o músico estadunidense precursor da fusão entre rap e jazz teve repercursão mundial e contou com diversas apresentações. No Opera House, em Toronto, no Canadá, rolou o Guru Tribute Show com a presença de Canibus e Jeru The Damaja, entre outros nomes.

 Clique aqui e confira a performance de "Come Clean", do mestre Jeru The Damaja durante o Guru Tribute Show.

28 de jan. de 2011

Ensinamentos de Trane

“Escute cinco vezes, Cecilia. Escute-a instrumento por instrumento. Bote para tocar e escute só o contrabaixo. Ouça de novo, só o saxofone. Não ouça só uma vez e tende dar uma opinião”.

John Coltrane para Cecilia Foster, prima do baterista Elvin Jones, do lendário quarteto de Trane, e esposa de Frank Foster.

Trecho do livro A Love Supreme, A criação do álbum clássico de John Coltrane, de Ashley Kahn, da Editora Barracuda.

19 de jan. de 2011

O legado revolucionário de Kuti


Fela Anikulapo Kuti trilhou sua carreira musical em meio às questões políticas, que culminavam na valorização da cultura africana, em especial a do norte. As palavras e as atitudes deste nigeriano conficto proporcionou reflexões mundo afora sobre a equação capitalista na qual os ricos exploram os pobres (relação coroa-colônia). Fela era irreverente, multi-instrumentista e revolucionário. Se foi em 1997.

Para amarelar o sorriso dos barões que o tentaram calar, a inquietude social e sônica de FK segue via os grupos influenciados pelo afrobeat. Orchestra Antibalas e Chicago Afrobeat Project são exemplos respeitáveis. Porém, seu legado é transmitido de maneira ainda mais intensa por meio de seus dois filhos, Femi e Seun.

O mais velho, Femi, tem sua trajetória sólida na fusão de jazz, funk e ritmos nigerianos. Suas apresentações são memoráveis e repletas de energia. Agora, Seun, vinte anos mais novo, parece incorporar a lendária figura do pai, que veio a falecer quando o garoto completava seus quatorze anos. Neste concerto realizado em Dakar, em 2005, Seun compartilha o palco com a banda Egypt 80, o saxofonista Manu Dibango e o baterista Tony Allen. O evento foi  idealizado para reforçar a luta contra a malária, doença aliada da probreza africana desde os ancestrais dos Kuti.

21 de dez. de 2010

Boa tarde, com Ornette Coleman


Num domingo de horário de verão, fim de novembro, lá está ele no palco, cabelo grisalho, de terno, gravata e saxofone em riste.  A tranquilidade e os passos harmônicos mistificam a gama sônica deste jazzista texano de primeira linha.
Em 2010, a casa Bourbon Street tinha anunciado, em sua programação, o concerto de Ornette Coleman a preços sofisticados. Os mais chegados e ligados ao assunto foram atrás dos ingressos e se depararam com o cancelamento da apresentação.

A  plenitude de Ornette Coleman em meio aos seus músicos.
SESP Pinheiros - SP 2010

Mas agora não teve jeito. O revolucionário e visionário Coleman, com seus 80 anos e acompanhado de Denardo Coleman (bateria), Tony Falanga (contrabaixo acústico) e Albert Mac (contrabaixo elétrico), mostrou todo a sua amplitude sonora no Teatro Paulo Autran, no SESC Pinheiros.
Foram mais de uma hora de imersão no jazz e suas variações, explorando o limite dos instrumentos, mas sem cair nas performances extraterrenas que alguns músicos insistem em realizar ao vivo, tornando tudo incompreensível.  Pelo contrário, o laboratório cromático de Colemam equilibra todos os elementos da música, revelando, a cada nota, uma nova surpresa, uma nova emoção, um novo improviso.

5 de nov. de 2010

Nublue Light


Um noite transformada por sons e luzes.
Sesc Pompéia - 29.10
   
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...