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16 de abr. de 2014

Men Are Mortal

Tendo a levada muito estilosa, mandando as suas rimas como se estivesse trocando umas ideias com os amigos, Homeboy Sandman chega com "Men Are Mortal", do álbum Kool Herc: Fertile Crescent, de 2013. Rap verdadeiro, sem precisar das carenagens banhadas a ouro.

Fonte: Stones Throw

18 de jan. de 2013

Leões malemolentes

Chegando com a Stones Throw Records, The Lions representa a malemolência com sons bem cadenciados que são ecoados por seus instrumentistas gabaritados. Nos vocais, destaque para a dupla Alex DésertDeston Berry, do lendário Hepcat. Formada em 2007, a banda acaba de lançar This Generation, pelo selo californiano.  No Cantos e Cantigas, compartilhamos  a faixa título do álbum na hipnotizante versão dub



21 de dez. de 2012

Round the Outside

Vídeo da música "Round The Outside", de Karriem Riggins chega ao Cantos e Cantigas. Baterista de jazz e produtor de nomes cabulosos do rap, como Commom, Slum Village, Talib Kweli e The Roots, o figura faz parte da banca da Stones Throw Records.


19 de out. de 2012

Tonelada de discos

Desde 1996, a Stones Throw Records vem representando a música alternativa mundo afora. Encabeçada por Peanut Butter Wolf, o selo mantém um casting peso-pesado, não limitando-se apenas a um gênero específico, apesar de uma certa inclinação para o rap. E a história da gravadora é o tema central do documentário Our Vinyl Weighs A Ton, a ser lançado em 2013. Abaixo o trailer desta produção cujo nome lembra a frase "meu maracatu pesa uma tonelada", da Nação Zumbi. Será que a frase foi "sampleada" por Madlib que vem garimpando joias de nossa música desde Brasilintime, de 2002.


17 de ago. de 2012

Estilismo auditivo

No podcast: 76, da Stones Throw Records, Cut Chemist chega com Cassette Culture. Ao transitar pelos mais diferentes gêneros sônicos, o DJ e produtor norte-americano tece os quase 30 minutos de áudio com muita criatividade e atitude. Bases, colagens, beats, samplers, cortes secos, scratches e inesperadas texturas sonoras compõem este vestuário sonoro de Cut Chemist. O resultado desta peça pode até soar pop, mas está longe de tornar-se carne-de-vaca das passarelas midiáticas mundo afora.





30 de nov. de 2011

Homenagem a J-1

O trio Dam-Funk´s Master Blazter, que apresenta uma mistura sônica cabulosa e atemporal, acaba de perder seu baterista e produtor, Jovan Coleman. J-1, como era conhecido, deixou as baquetas e o mundo terreno para chegar com J Dilla , Eazy E, Sabotage e os demais camaradas da música, no último dia 28 de novembro. Mas a sonoridade emitida da caixa, bumbo e chimbau de Coleman continuará batendo forte dentro de nossos corações.

Paz!

Releituras de Madlib

Madlib Medicine Show
NL 12 - Raw Medicine  - Madlib Remixes


10 de ago. de 2011

J Dilla respect

Por meio de entrevistas, documentário de 2010 resgata a trajetória de J Dilla, produtor musical de Detroit que viveu intensamente em Los Angeles. Dilla partiu desta dimensão em 2006, mas deixou um precioso legado ao abrir novos caminhos para as bases instrumentais do rap.

Parte 1




Parte 2




Parte 3


21 de jun. de 2011

Os rastros deixados pelo Madvillain

A levada cadenciada e obscura de MF Doom sobre as colagens e texturas sonoras do experimental Madlib transformaram-se no Madvillain. Entre as criações precisas e originais desta dupla está "Monkey Suite", registrada na coletânea Chrome Children Vol. 1, lançada em 2006 pela Stones Throw Records.

13 de jun. de 2011

Revivido em laboratório



Era mil novecentos e noventa e nove. O gangsta rap tomava de assalto o rhythm and poetry no cenário mundial. Com isso, uma legião de aprendizes com rostinho de mal encarado ganhava espaço nas rádios e enchia os sofás pomposos das majors. Todos alí, sem exceção, no rastro deixado pelos californianos do lendário N.W.A.

Enquanto isso, vindos de Oxnard, pequena faixa litorânea próxima à Los Angeles, o trio Lootpack debutava Soundpieces: Da Antidote! pelo selo Stones Throw, do DJ Peanut Butter Wolf. De forma experimental, o projeto, acima de tudo, resgatava as batalhas de rimas e os improvisos que elevaram a presença dos emcees nos grupos até o final dos anos 1980.

Madlib, Wildchild e DJ Romes entraram em clima laboratorial, sem fazer naipe de Lex Luthor, para emanar cada faixa do álbum. Tudo fora da órbita vigente. Bases, colagens, loops, cortes secos, quebradas e samplers preencheram o tubo de ensaio sonoro antes de receber as devidas combinações vindas direto do mic. É um experimento orgânico cujo os integrantes sabiam muito bem o resultado provocado pelas substâncias misturadas.

Para provocar uma reação química ainda mais intensa aos ouvidos, LP contou com uma banca de PHDs do rap alternativo. Dilated Peoples, Oh No, Medaphoar, Alkaholiks, Defari, Kazi, God’s Gift e Declaime intercalam-se entre as vinte quatro peças sonoras que compõem a obra.

Soundpieces: Da Antidote! foi lançado há mais de uma década, quando passou quase despercebido pela grande mídia e soando incompreensível demais para os formais. Ainda hoje, muitos aventureiros-sem-conteúdo do improviso mal sabem que esse estilo de rimar foi revivido pelos cientistas visionários do Lootpack. Puro antídoto contra os parasitas metidos a MCs.

(Publicado originalmente no blog À Margem, em dezessete de abril de 2009)
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